A gestão de frota afeta a mobilidade?

Fazer um bom controle dos veículos é fundamental e impacta diretamente a mobilidade

Escrito por HDI Seguros 08/02/2021

Sem dúvida, a frota de uma empresa compõe grande parte da base do negócio. Afinal, sem ela não é possível dar sequência ao modo de operação. O processo centraliza todas as atividades relacionadas ao controle dos veículos: desde manutenção e abastecimento, à compra de peças e gestão de documentos, passando, claro, pela movimentação de materiais, interna e externamente. Por isso, ter uma gestão de frota que funcione de forma eficiente, descomplicada e eficaz é fundamental. 

Os benefícios de um conjunto de veículos cujo processo esteja redondinho não são apenas para o fluxo interno da empresa, como também para  clientes e terceiros, além da mobilidade no trânsito. Prever situações, garantir o bom funcionamento, capacitar os condutores, fazer uso de tecnologia de ponta, entre outros, ajuda a aumentar a produtividade, diminuir despesas e ampliar os lucros, bem como reduzir o impacto no que diz respeito à mobilidade no trânsito. 

O uso da telemetria veicular, por exemplo, é um dos recursos obrigatórios para alcançar uma boa performance. Trata-se de um sistema de gestão de frotas que consiste na captação de diversos dados referentes ao uso do veículo através de um aparelho instalado no mesmo. São apresentadas informações como rastreamento em tempo real, velocidade, freadas e acelerações, quilômetros e rotas percorridas, entre outros. Os dados são transmitidos a um servidor remotamente e ali ficam armazenados para a análise do gestor. Assim, é possível enxergar a otimização da operação ao criar rotas mais eficientes, por exemplo.

Para além do transporte terrestre, veículos aéreos não-tripuláveis já são realidade. No Brasil, os famosos drones, que independem de um condutor, entram cada vez mais no setor de serviços como alternativa para atividades no segmento agropecuário, da construção civil e de entrega de produtos, passando pela geração e transmissão de energia. Em apenas um ano (entre agosto de 2018 e 2019), houve um aumento de 51% do número de aparelhos registrados para uso profissional, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). 

Fato que, de certa forma, acaba aliviando parte da mobilidade no trânsito terrestre. Isso porque o drone ainda não está apto para concluir o processo de determinadas entregas por si só. A exemplo de testes realizados por uma start-up no interior de São Paulo, o ideal é haver uma espécie de droneport ou centro de expedição, para que a aeronave não-tripulável realize apenas uma das etapas do trajeto, enquanto as outras serão executadas por outros modais, como moto, carro, bicicleta e afins.

Aliás, aplicativos para entregas feitas por bicicleta viraram uma constante, ao menos na cidade de São Paulo. Segundo o jornal Estadão, cerca de 30 mil entregadores ciclistas ocupam a capital paulista diariamente. Por falar em aplicativos, o setor de fretes de transporte também entrou na roda. Apps de cargas e fretes conectam empresas a motoristas e facilitam entregas por todo o Brasil, além de capacitar profissionais a empreenderem de forma independente. 

Vale dizer que uma frota não implica necessariamente numa grande quantidade de veículos. Nos dois últimos casos, por exemplo, a gestão da frota também é vital e quase que natural, já que se conta com a independência do condutor e a  conexão direta com a mobilidade no trânsito.

Fontes: