Customização da moto: o que é permitido?

Mudar rodas, cores e iluminação fazem parte da personalização de motocicletas, mas quais são os limites legais?

Escrito por HDI Seguros 27/05/2019

Todo amante de motocicleta adora ver as novidades do setor, principalmente, se elas desafiam as versões básicas, inovam no design e surpreendem pela performance. Embora chamem bastante atenção, as customizações são motivos de grande polêmica, especialmente pela legislação restritiva do mercado. Para evitar qualquer dor de cabeça, listamos diferentes quesitos que podem ser modificados e quais necessitam de aprovação dos órgãos competentes.

De modo geral, alterar uma moto significa modificar um modelo original de fábrica, ou seja, transformar ou aperfeiçoar os adereços oferecidos. Em muitos casos, o motorista opta por essas opções para ampliar a performance e, principalmente, para embelezar o veículo. Porém, é importante ficar ligado na segurança que essas alterações podem oferecer.

O chassi e o escapamento, por exemplo, são itens indispensáveis para garantir a mínima proteção do motociclista e, embora seja possível encontrar peças customizadas no mercado, sua alteração é proibida, pois essa medida necessita de um Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT), que só pode ser obtida junto ao Departamento Estadual de Trânsito (DENATRAN).

Outro queridinho dos motociclistas, o guidão é um dos produtos mais fáceis de serem alterados. Lembrando os clássicos modelos americanos ou mesmo as versões mais arrojadas, há uma gama enorme de variedades disponíveis. Neste caso, fique atento principalmente à segurança. Opções mais estreitas ou muito altas podem ser práticas ao dia a dia ou belas para o estilo do veículo, porém comprometem a os movimentos da moto.

Embora seja uma das modificações mais simples a serem feitas, a pintura depende de um fator fundamental: a nova cor não deve ser aplicada em mais de 50% da moto. Se isso ocorrer, deve-se procurar o Departamento Estadual de Trânsito para atualizar a cor indicada no documento do veículo.

Até mesmo o tanque e as rodas podem ser customizados, desde que o novo modelo tenha aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). No caso das rodas, ambas devem manter o diâmetro externo dos pneus, sem ultrapassar a medida original, além do diâmetro e da largura dos para-lamas.

Algumas modificações podem gerar custos desnecessários com alterações por faróis de xênon. A Resolução 384 do Contran, de 2 de junho de 2011, proíbe o uso do aparelho em veículos. O preço por descumprir a lei é uma multa grave, no valor de R$ 195,23. As luzes de sinalização (farol, seta, lanterna e luz de freio) não podem ser removidas ou alteradas, porém podem ter o formato modificado, desde de que seja mantida a cor de cada uma.

Por isso, antes de investir pesado na personalização do seu veículo, faça um levantamento prévio do que realmente pode valer a pena. Converse com quem entende do assunto e procure profissionais que conheçam a legislação vigente. Se optar pelos ajustes, atente-se a cada uma das especificações, pois tudo isso pode fazer a diferença para você rodar tranquilo.

Fontes:

https://www.motonline.com.br/noticia/customizacao-de-moto-o-que-e-proibido-e-o-que-nao-e/

https://chiptronic.com.br/blog/customizacao-de-motos-afinal-o-que-e-permitido-por-lei

http://www.denatran.gov.br/download/Resolucoes/Resolu%C3%A7%C3%A3o%20384.2011.pdf

http://g1.globo.com/carros/dicas-de-motos/noticia/2014/05/modificar-guidao-pode-prejudicar-o-controle-da-moto.html